Papo Econômico

Venezuela x Argentina: dois vizinhos, escolhas opostas, resultados opostos

Um país imprimiu dinheiro e controlou preços. O outro cortou gasto e ajustou as contas. A inflação de cada um conta o resto da história.

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Dois países vizinhos, duas escolhas opostas, dois resultados que falam sozinhos.

De um lado, a Venezuela: estatizou, controlou os preços e ligou a impressora de dinheiro. O resultado apareceu no bolso. A inflação passou de 600% ao ano (611% em abril de 2026, segundo o Banco Central da Venezuela). Na prática, R$ 100 viram menos de R$ 15 em doze meses. O salário do trabalhador simplesmente derrete.

Venezuela611%ao ano (inflação)Argentina2,1%ao mês (inflação)
Inflação da Venezuela (ao ano) e da Argentina (ao mês) em 2026. Fontes: BCV e INDEC.

Do outro lado, a Argentina de Milei fez exatamente o contrário: cortou gasto, ajustou as contas e levou crítica da imprensa todo dia. A inflação mensal caiu de 3,4% em março para 2,1% em maio de 2026 (INDEC), a menor em anos, e seguia desacelerando.

A conta não é ideologia

Um imprimiu dinheiro para “ajudar o povo” e quebrou o povo. O outro cortou na própria carne, engoliu a crítica e está botando a inflação no chão. Não é questão de ideologia, é aritmética: controle de preço e impressora não derrotam a inflação. Disciplina fiscal derrota.

Enquanto ainda tem quem defenda a receita venezuelana por aqui, os números do outro lado da fronteira falam por si.

Fontes

  1. Banco Central de Venezuela (BCV), índice de preços
  2. INDEC, Índice de Precios al Consumidor (Argentina)
  3. FMI, DataMapper: inflação da Venezuela (World Economic Outlook)

Fontes institucionais: BCV, INDEC, FMI

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